3º Passo – Análise

A análise do imóvel contempla alguns fatores, os quais acredito serem primordiais para uma arrematação segura lucrativa.

Vamos aos pontos:

1- Análise completa do edital -> Verificar de quem será a responsabilidade das dívidas do imóvel (Condomínio e IPTU) anteriores ao leilão.

2- Tirar certidão de matrícula atualizada do imóvel, a fim de verificar existência de averbações de execuções, penhoras ou cláusula de reserva de usufruto.

3- Com as informações da matrícula, acessar o site do tribunal de justiça competente e localizar a existência de ações dos referidos mutuários ou devedores do financiamento, a fim de localizar informações relativas a ações anulatórias, ações contra o banco. Essa etapa é muito válida, pois, pode ter uma ideia se quem habita o respectivo imóvel possui ações, litiga na justiça, ou se é uma pessoa que não tem pendências judiciais.

4- Verificar na matrícula do imóvel se o banco procedeu com a consolidação da propriedade do imóvel.

5- Extrair informações a respeito do valor de mercado do imóvel, existem alguns sites que podem nortear o arrematante, são eles:

– 123i.com.br
– www.vivareal.com.br

O primeiro é um site que sugere o valor médio dos imóveis e o segundo é um portal de imóveis o qual é possível localizar apartamentos no mesmo prédio com intuito de saber quanto cada proprietário pede.
Essas informações são fundamentais para determinar o valor de venda. A minha última dica seria ligar em 3 imobiliárias do mesmo bairro e perguntar quanto em média estão sendo comercializados os imóveis naquela região.

6 – Buscar informações no próprio prédio a respeito do imóvel.

7 – Analisar todos os custos envolvidos, segue a lista.

2º Passo – O perfil de imóvel ideal para arrematação

A escolha de um imóvel é determinante na hora da arrematação, acredito ser o ponto chave, portanto, tenham atenção aos seguintes pontos:

– Imóveis com fácil acesso as principais vias.
– Imóveis com comércio, ponto de ônibus ou metrô, terminais, faculdade, colégio, shoppings e restaurantes.
– Valor do Condomínio compatível com o metro quadrado da região.
– Rua com pouco movimento.
– Prédio com elevador.
– Imóvel com vaga de garagem.
– Rua sem a presença de feira livre.
– Rua que não esteja sujeito a alagamento.
– 2º andar para cima.

Os pontos são norteadores, obviamente, pode ser que você não encontre um imóvel com todos os pontos citados, no entanto, caso o imóvel possua a maioria da características, a venda dele será muito mais fácil.

1º Passo para começar a arrematar imóveis em leilão

O primeiro passo para entrar no mundo dos investimentos imobiliários é possuir um capital razoável, porém, imagino que muitas pessoas vão se perguntar, mas com o valor que possuo não consigo arrematar muita coisa, então uma ideia é arrumar um sócio ou dois, para entrar na arrematação, dessa forma todos ganham e não precisam colocar cifras astronômicas.

Todavia, é imprescindível ter um valor inicial entre R$120.000,00 e R$180.000,00 para iniciar com certa folga.

Estamos lindando com imóveis e não com objetos, portanto, o valor agregado é muito mais alto.

Vale ressaltar que o imóvel pode necessitar de uma boa reforma, além dos custos com impostos, tabelião e registro, então o ideal é ter uma gordura para que você não seja pego de surpresa.

A dica é preparar-se financeiramente para isso, não adianta estudar, localizar um imóvel e não ter o dinheiro para consolidar a estratégia.

Passo a Passo para arrematar imóveis em leilão – Introdução

Rodrigo Costamilan Advogado e sócio do escritório Costamilan Advogados Associados irá trazer um conteúdo diferenciado, detalhando como arrematar imóveis para obter lucro.

Serão diversos artigos os quais cada um deles irá trazer dicas, soluções, alertas e perigos desse universo.

O primeiro ponto é entender que existem duas modalidades de leilão, Judiciais e Extrajudiciais.

Os leilões judiciais estão vinculados a um processo, podem ser tanto na esfera cível como na trabalhista, basicamente os da esfera cível são processos envolvendo o imóvel, no qual em sua maioria foi parar em um leilão por falta de pagamento das taxas condominiais, ou pelo IPTU. Os leilões judiciais trabalhistas envolvem processos entre Reclamantes e Reclamados, os quais em sua maioria o Reclamado não pagou as verbas trabalhistas, foi condenado e não efetuou o pagamento, nesse caso o imóvel vai parar no leilão para garantir que tais verbas sejam pagas, o imóvel é penhorado e levado a leilão.

Os leilões extrajudiciais são aqueles provenientes de bancos, ou seja, os bancos retomam a propriedade dos imóveis financiados, pois os fiduciantes, ou seja aquele sujeito que financiou o imóvel, deixou de efetuar o pagamento das parcelas, e com isso o banco não precisa sequer de processo para retomar a propriedade, basta notificar o devedor para que purgue a mora, e não sendo cumprido tal requisito ocorre a consolidação da propriedade em favor do banco. O banco então direciona os imóveis para um leilão por meio de um leiloeiro publico. Os descontos costumam ser vantajosos e atrativos.