1º Passo para começar a arrematar imóveis em leilão

O primeiro passo para entrar no mundo dos investimentos imobiliários é possuir um capital razoável, porém, imagino que muitas pessoas vão se perguntar, mas com o valor que possuo não consigo arrematar muita coisa, então uma ideia é arrumar um sócio ou dois, para entrar na arrematação, dessa forma todos ganham e não precisam colocar cifras astronômicas.

Todavia, é imprescindível ter um valor inicial entre R$120.000,00 e R$180.000,00 para iniciar com certa folga.

Estamos lindando com imóveis e não com objetos, portanto, o valor agregado é muito mais alto.

Vale ressaltar que o imóvel pode necessitar de uma boa reforma, além dos custos com impostos, tabelião e registro, então o ideal é ter uma gordura para que você não seja pego de surpresa.

A dica é preparar-se financeiramente para isso, não adianta estudar, localizar um imóvel e não ter o dinheiro para consolidar a estratégia.

Leilão de automóveis e suas modalidades

Em razão do pouco número de empresas habilitadas para realização de leilões, a prática não tem sido muito divulgada pelos principais meios de comunicação.

 

Nos dias atuais essa forma de negociação tem se expandido, motivação que deu ensejo à implantação de um novo conceito de leilões, principalmente por empresas privadas – o leilão on line.

 

Tamanho crescimento chama a atenção de compradores que buscam adquirir veículos a um custo mais acessível que o ofertado pelo mercado automotivo, o que vem gerando dúvidas acerca de sua segurança.

 

De todo modo, discordamos que os leilões estejam relacionados a atividades de risco, uma vez que se trata de seguimento financeiro regido por normas jurídicas palpáveis, possuindo regulamento e procedimento próprios.

 

No tocante à modalidade de venda de automóveis, eis o primeiro esclarecimento a ser colocado. Um pouco diferente do procedimento de negociação de outros bens, os leilões de automóveis ocorrem no âmbito judicial e extrajudicial, a depender de alguns aspectos, quais sejam: propriedade, satisfação de dívida e necessidade.

 

O leilão judicial destina-se à arrematação de veículos provenientes de penhora ou bloqueio judicial, necessários à satisfação de um débito cobrado em juízo. Isto é, ao pagamento de uma dívida líquida.

 

Os trâmites de funcionamento dos leilões são diferentes para cada modalidade. O leilão judicial, um pouco mais complexo, possui amparo legal no Código de Processo Civil e em algumas leis específicas, dependendo da natureza da dívida.

Nesse caso, cabe ao juiz nomear um leiloeiro para proceder a venda do automóvel bloqueado. Com um procedimento mais burocrático, o lance pode acabar sendo contestado, podendo gerar alguns transtornos e, às vezes, um custo maior para assegurar a posse do bem.

 

O leilão extrajudicial, por sua vez, trata de veículos cuja propriedade é indiscutível, ao contrário da modalidade judicial, que se discute a necessidade de alienação para satisfação do credor.

 

Geralmente, empresas privadas, como bancos, instituições de crédito e seguradoras realizam leilões extrajudiciais para dar liquidez àquele capital imobilizado e sem serventia – os próprios veículos.

 

A modalidade extrajudicial pode ser dividida em três espécies de automóveis: (i) recuperados de financiamento; (ii) de frota; e (iii) de seguradora.

 

Os veículos recuperados de financiamento, como o próprio nome diz, referem-se àqueles que por algum motivo, seja pela falta de pagamento, seja em razão de atraso, são recuperados por instituições privadas (bancos e financiadoras), através de busca e apreensão de veículos.

 

Assim que o bem é localizado, este é devolvido ao banco e, posteriormente, encaminhado para leilão, dessa forma o credor pode recuperar o valor das parcelas que não foram pagas, dando liquidez aos automóveis.

 

Vale registrar que os veículos recuperados de financiamento não trazem nenhum agravante ao comprador do veículo, o qual poderá revender o bem sem nenhum prejuízo, isso por que não consta nenhum sinistro na documentação do veículo adquirido.

O valor ideal para arrematar um veículo em leilão deve ser de 20% a 35% abaixo do valor da tabela FIPE, tal valor é pertinente se considerarmos os riscos de o carro apresentar falhas mecânicas e avarias na lataria.

 

Quanto aos veículos de frota, utilizados por membros de diretorias, cargos de montadoras, apresentam apenas um ou dois anos de uso, geralmente em ótimo estado.  Sem dúvida, a melhor espécie de veículos disponível pelo mercado de leilões.

 

A terceira espécie refere-se aos veículos provenientes de seguradoras, os quais foram danificados e amparados por meio de apólices de seguro, ou seja, são aqueles que ocorreram uma das espécies de sinistro – colisão, roubo, furto e enchente.

 

A documentação dos respectivos veículos pode ou não constar sinistro, a depender da gravidade do dano sofrido, classificado como dano de pequena, média ou grande monta (importância – proporção).

 

Os veículos chamados de pequena monta são aqueles cujo dano não tomou grandes proporções, apenas avarias na lataria, enquanto a mecânica do automóvel quase não sofreu prejuízos.  Aponta-se que no documento não constará registro de sinistro, desde que o veículo possua autorização do Inmetro para circular, mediante a realização de uma vistoria.

 

Os lotes de média monta, dividem os veículos que sofreram avarias mais graves, com sérios danos estéticos e talvez prejuízos motores. Além do conserto ser mais delicado e oneroso, no documento constará a ocorrência de sinistro.

 

Por isso, vale dizer que o veículo dificilmente conseguirá ser segurado por alguma companhia de seguros, e sua depreciação no mercado será de aproximadamente 20 a 30% do valor da tabela FIPE.

 

Já os veículos de grande monta, considerados sucata, não podem circular, sequer possuem documento, sendo que o único meio de capitalização se dá através da venda de suas peças.

 

Os leilões de veículos apresentam ótimas oportunidades, porém, o interessado deve definir qual seu objetivo, ganhar dinheiro, fazendo disso o negócio próprio, ou simplesmente comprar um automóvel com desconto.

 

Qualquer que seja o objetivo, verifique a data de visitação para conferir a real situação dos lotes e não se esqueça de definir uma estratégia para dar lances. Inclusive, leia todo o edital, o regulamento, bem como as especificações dos comitentes, todas as informações contribuem para diminuir os riscos de sua compra.